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todos perdem o encantamento quando se distraem contigo

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Degrau Neste Infinito Fim que Nos Alcançou

 

     O sim vencera na câmara lenta daqueles meus momentos dúbios de preguiça e um minuto ou dois depois das vinte e uma horas, escrevera penalização consciente amorosa pelos meus próprios dedos. 
    Acordei ocultadamente. Escrevo. Anteriormente adormecido.
    Paulatinamente imperceptível. Escolhas somadas, concluem solidão mascarada por família sorridente ou revelarão denuncia de disfarce. Para mim é muito mais que um roçar de mãos pensativo, é declarar cineticamente estagnação rotativa, é esquecer que os pontos de travessão poderiam estar presentes neste texto e que os “dois pontos” são sinónimo de “isto é”, é simplesmente aceitar seguimento delineado por projecto individualista, é levantar-se do banco de trás do carro e conformar-se de que não sabe conduzir, é estar triste, permitindo carícias e sendo objecto de próximos momentos, é sendo eu. Repetimos os mesmos sinais, mesmo assim sopram-nos brumas, ar gelado emocional, ferem lacunas sensitivas do nosso intrínseco ser. A música romântica. Para ti uma estúpida canção de amor, que eu unicamente ouvi. Agora ouço, don’t cry for pain.
    Estímulos. Comunicação lembra-me a tua voz, as tuas letras. Recordação esquecida por ti, pelos dias que passaram, em que pouco ou nada manifestaste-te. Desconectei. Desconexão essa por ti já adquirida. Gosto de pontos. Hoje. Somente. Dos pontos finais relacionáveis.
    És insatisfeito por natureza? Talvez tenhas razão - esta pergunta vem a propósito de quê? Também, muito mais que usar apenas um travessão num texto, é compreender os exemplos que transmito. Conseguem percepcionar a leveza de estar no banco de trás, de usar apenas um ponto de exclamação, em paralelo com a evidência evidenciada hoje? É um nada tão grande que mete medo. Já morderam rápida e aleatoriamente os dedos da mão direita, enquanto escrevem? 
    Nem está muito frio. Apenas aquela morbidez ávida, sim, eu já a trato com muito carinho. Caros leitores, não acrescentarei nenhuma conclusão a este texto. Apenas uma informação: ficarei ausente durante um período de tempo indeterminado, até lá continuem a reinventar máximas fotográficas com a vossa experiência.

 

 

                                                                                                      JoãoGouveia

 

( Quem estiver interessado em participar no blog culturalmente, entre em contacto comigo – explicar-lhe-ei o seu futuro funcionamento ) 

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