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todos perdem o encantamento quando se distraem contigo

todos perdem o encantamento quando se distraem contigo

Azul Rosal

 

 

    Numa orquestra azul rosal, nasce a sinfonia apaixonante, um quê de magia arrepiante e naquele instante, a mais bela história cantada, num grito ardente vindo do peito, a voz muda do sentir, em frente, o alto-falante da brigada de trânsito, apenas um de nós restava na multidão extasiada, ninguém se comoveu com prenúncio da despedida, palmas mostravam a vontade enfatizada de fé, um suspiro fundo e eis que tocas a balada nocturna, e lá cativas a tua força de viver no azul do teu quintal.   

 

 

                                         

 

                                                                                   João Gouveia 21-09-07

 

 

 

 

Neblina Cosmopolita

 

   Ambiente londrino, tarefas arrumadas e no penúltimo andar vendo a neblina, eis que naturalmente velo pela filantropia mundial, mas que tontice a minha, é só mais um dia banal. As pessoas passam e nem olham, que despercebidas são, mas aquele olhar na multidão parou, talvez particularmente desejou observar a falta de percepção alheia aos modos e às maneiras, ao ambiente e à confusão, tirando a forte ilação de que o mundo não era feito de nada. Portanto pintou numa tela a falta de compreensão e deitou-se no humor negro de quem pensa na desintoxicação social.

 

 

 

 

 

João Gouveia 13-09-07

Apontamento 2222

 

 

 

    Supérfluo cheiro a mangos frescos dão lugar a maços de tabaco queimados, linces velozes a tartarugas rasteiras e ninguém dava comida àqueles porcos sujos, eram latas pelo chão, raízes cortadas, luzes intermitentes, papéis por reciclar, sem dúvida que o ambiente declinava as narinas para o chão oleoso, à sexta-feira era dia de compras, também o dia do Imaculado coração de Jesus, pelo menos nesse dia chuvoso. E para quê chorar, berrar fortemente para fora, provocando tosse, era o divertimento dele, aliás, o nosso, as lágrimas eram a única fonte de todos os eus debilitados. Um deles escrevia lacunas secas de palavreado mórbido, aquele limpava de cor preta o móvel podre e mais um ajudava a outra a arrastar o carneiro para a fogueira, eram dias assim, eram sem dúvida aqueles dias assim, que me lembravam do medo do mundo, nem a fé, nem tu, enfim, nada no fundo era mais preciso que a liberdade, mas onde está ela? No teu incerto infinito redutor? Hoje, principalmente hoje, neste preciso momento, flutua cerebralmente o adeus embutido em mãos desenlaçadas.  Talvez nada mude no “smoke” do quadro impressionista, é verdade, as cores indicam leveza e suavidade, quiçá a máxima do perfeccionismo ocioso, diria eu no ínfimo dos meus receios salvaguardados em dissimulação produtora de mim mesmo. Estou farto, intimamente, mesmo sem justificação aparente, continuando a acrescentar a mesma maneira visionária, porquê? Enquanto realmente houver ventos e mar, já dizia Jorge Palma, nós vamos continuar, neste caso eu irei, somente, a ver, olhar estaticamente, inerte no sonho, preso neste mundo feito de nada, deambulo sozinho, triste, só, dormindo obrigado, serpenteando o labirinto emocional, a parte mais fraca, omitindo-se por tal outro e mais um por cumprir-se é posto para fora...

Divisão pluricelular, em vez da mitose, mas ele tinha razão, é mesmo desnecessário sabê-lo, pelo menos era naquele dia desafinado sonoramente falando, era o dia sem carro, para a Teresa  era o funeral da mãe.

 

 

 

João Gouveia - 07/09/07

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