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todos perdem o encantamento quando se distraem contigo

todos perdem o encantamento quando se distraem contigo

Russa Monte

 

                 É só mais um começo, - neste presente dissolvente de estreitas formas de sentir - qualquer desejo recalcado, qualquer conector de discurso inacabado, qualquer aroma perturbador, qualquer essência sem sentido, qualquer distúrbio inalterado e até mesmo qualquer acústica sem som, não interessa, pensando melhor, não interessa-nos, nem a filantropia que todos anseiam possuir. Por isso vamos contrariar quem tiver a paciência de nos conhecer. A leitura, o cinema, o procurar, os instantes intensos da superfície deste tão nosso lugar de todos e este movimento que não concretiza alivio que alivia estes contempladores corpos cansados de tentar medir os demais horizontes existentes que rompem no invisível endógeno, é tudo fruto de um quase pensar verdadeiro e de uma alienação desmedida que planeia estar perto do Homem, esse ser global sensitivo e oprimido, aquele que pensa com o olhar e vê com a sua razão irracional ou racional fragmentária, numa absurdidade que não indaga harmonia normalizadora contínua, porque nada é normal contínuo e harmonioso e se o é, perder-se-á na obscuridade mental de uma individualidade momentânea verdadeira pensante e fugazmente possuidora possuída de demais cenário falso ou verdadeiro de alguma coisa ou de coisa alguma. Porque de descrentes móveis adultos está o mundo cheio e são a esses que foi comprometida a missão de nivelar tudo o que se mexa por fora e por dentro, é esta reflexão descomprometida dos planos antropológicos intemporais de que é a vida nesta contemporaneidade veloz que se intersecta com a resolução imaginária da nossa querida e absurda pessoa chamada Russa Monte. Não contagies o próximo com a tua loucura, não desfaças a conceptualização de felicidade com a tua angustia cosmopolita, tu falhas neste antro cultural aberto e mediador conspirante, tu saltas para o abismo do vácuo pensante e niilista de ser e não ser, não feches a realidade que naturalmente encerra-te, não desperdices o expelir da alma no século eminentemente em sobressalto de não ser a resolução do todo antes e do todo depois, vamos ambos fluir sem pensar no câmbio das formas e da forma. Desiste do absurdo.
Estás atrasado. A demência incide-te cerebralmente. Russa Monte, vai para casa. Acabou. Perdes tempo nessa circunscrição clássica e rotativa sem devir possível. O teu gesto deficiente denunciado na sombra mística que o teu corpo reflecte, denuncia a oscilação efusiva que compõe cada exteriorização incongruente da tua parte inconsciente ou consciente, ou nem uma coisa nem outra.   
 
 
João Gouveia

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