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todos perdem o encantamento quando se distraem contigo

todos perdem o encantamento quando se distraem contigo

200g de medo em pura manteiga de banalidade vital

 

         Hoje apetece-me desesperadamente escrever nas paredes da tua parede, falar de tudo e dos incomensuráveis nadas desta vida difusa e claustrofóbica, eu sei que já convulsionaram a plenitude de um vértice apoteoticamente banhando em lacunas incompreensíveis de felicidade, talvez um pouco amena ou forte demais, contudo a única forma sensitiva existente de deambular com motivação na vida em direcção à morte fixa. Quem é ela? – Essa felicidade que tende a se distanciar do cérebro gasto humano quando crise torna-se controvérsia? Eu não sei. E vocês? Eu acredito, porém não piamente, se é possível já acreditar em qualquer aresta limada de razão, que ninguém poderá assegurar estabilidade numa vida em corda mais que bamba. Há quem viva para alimentar as bocas dos filhos, outros para teres malas verdadeiras da louis vuitton,outros para encontrar a sua “máscara” metade e etc. A felicidade está naquilo que se encontra no exterior, no espelho do corpo e no prestígio da mente? O que faz a vida efémera vida? É só isto que basta? Ir ao encontro de neologismos e imutavelmente enquadrá-los em teoremas linguísticos fixos, recriando línguas maternas, dando nome a coisas e fazê-las evoluir e mais tarde comentá-las num role de frases pensadas em blocos de informação classificáveis no exógeno ambiente que os rodeia? Controlar a natureza, subjugá-la aos interesses mundanos do bípede finito mais racional dito por ele mesmo? - Embora alguns cépticos não concordarão com tal proposição isenta de justificação no paralelo infinito que nos compõe.
 
 
        Dois hipopótamos comungaram e baptizaram a criancinha, mas foi pela família da província e depois despediram a empregada, rezando o pai nosso e depois fez-se chuva nesse pântano de glicerinas acesas pela manhã medonha. E lá vão pastando a vida, uns acham-se maiores, outros deitam-se tarde, aqueles morrem, ainda há os debilitados anónimos e os fingidores do bem, porém não convém esquecermo-nos dos que aquecem as mãos com frio, pois deles nasce a pobreza de que  tanto foges, é o recalcar da fuga da solidão medrosa, numa ânsia pela liberdade de sair da lama que afunda o órgãos fugazes.     
   

 

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